"(...)quando o acontecimento não cabe nas palavras, eu costumo usar as palavras, ao contrário, para caberem no acontecimento. Não é a mesma coisa, né, mas quase serve."
Minha aversão é à passividade com que as pessoas simplesmente aceitam e fazem as coisas, simplesmente porque "é assim". Se tem uma batalha que eu luto em todos os momentos da minha vida, é a batalha da consciência, a batalha contra a alienação. Eu acredito que tudo na vida é uma escolha, por mais estupidamente óbvia que seja, e que deve, portanto, ser encarado como escolha: com o máximo possível de consciência, consciência de o que se está escolhendo, das razões e das conseqüências da escolha. Pra mim, a vida só pode ser plena mediante a PLENA consciência de TUDO que se vive.
E sabe que eu acho que é essa falta de consciência uma das coisas que mais atrapalha o "convívio social" de forma geral? Todo mundo tem coisas boas em si para oferecer... tanta gente tem tanto...! Mas uma infinidade de tabus e "regras sociais" seguidas cegamente aterram essas coisas. Não digo para abolir essas regras - elas existem e se consolidaram na cultura porque freqüentemente são úteis, e ignorá-las completamente é até perigoso. Mas, como tudo na vida, um meio termo seria o ideal. Imagina como seria incrível nosso mundo, nosso dia-a-dia, se as pessoas percebessem que podem escolher, de acordo com cada pessoa com que convivem, escolher se seguem ou não essas regras; se as pessoas tratassem umas as outras como indivíduos individuais (com licença do pleonasmo), ao invés de como estereótipos e padrões...!
Mas isso é muito difícil, dá trabalho demais; além disso, pode nos deixar mais vulneráveis a nos machucarmos com decepções e afins, quando fizermos alguma escolha equivocada, quando tomarmos alguma decisão errada... #fail
(...)"
(Trecho de carta pra Thami (que ela provavelmente vai ver aqui antes de chegar pra ela na íntegra :P ))
There is a feeling like the clenching of a fist. O amor flui na alma como o sangue nas veias: abrangente, completo, quente, intenso, voraz; o amor dá ao espírito o calor que o sangue dá ao corpo. O amar, o sentir o sangue correndo nas veias, o sentir-se vivo são sentimentos cuja força transcende e nos faz transcender nossa existência individual; é uma força que deixa pegadas na lua, que nos faz ser parte de tudo, que nos faz ser tudo.
There is a hunger in the center of the chest, uma fome às avessas, uma fome de alimentar os outros, de alimentar o mundo. O amor é uma força que corre por nossos seres, com uma intensidade tão monumental que o faz querer sair. Nosso coração, nosso amor sentem a urgência, a fome de sair, sair e alimentar outros corações, outros amores.
É nesse momento que o amor assume a forma de algo um pouco diferente, the ultimate feeling, o sentimento supremo, if you will. Um sentimento que, me atrevo a dizer, eleva o homem ao nível em que se encontra Deus, o une a Ele, quiçá o torna Deus; ou, pelo menos, o mais próximo que se pode chegar disso.
Carinho.
Carinho é completa doação. Carinho é "sucumbir" ao amor in-te-gral-men-te; é cada fibra do seu corpo, cada elétron do seu espírito abraçar, fisicamente ou não, cada fibra do corpo, cada elétron do espírito da outra pessoa, transmitindo inteiramente para ela tudo aquilo que existe de bom em si; torna-se, assim, parte da pessoa, e a pessoa, parte de você - não há distinção entre as duas existências; há somente uma, maior, completa; duplamente, unicamente individual.
E é ser, ali, no ato do sentimento do carinho, plena e genuinamente feliz.
Um pequeno exemplo, não-inventado, cotiadiano, simples, bobo, recorrente... que diz muito sobre minha pessoa:
Se tô no ponto de ônibus com algum amigo (um ou mais), e eu pego um ônibus e ele, outro, eu gosto de só pegar o meu depois que ele pega o dele - mesmo que passe um, dois enquanto espero - eu espero, prefiro - gosto.
Sob a luz do teoricamente confirmado show deles aqui ano que vem, o único dos meus mais-preferidos-de-todos que tava faltando aqui, british indeed, som inconfundível, à voz/piano/guitarra/violão de Chris Martin, guitarra solo de Jon Buckland, baixo de Guy Berryman e bateria e percussões diversas de Will Champion, Coldplay.
Mais uma "bandinha de faculdade", a história do quarteto não tem nada de muito excepcional. Conheceram-se em 1996 (Martin, Buckland e Berryman eram colegas de classe) e, em 97, Champion (que aprendeu a tocar bateria para entrar na banda - já tocava violão, guitarra, baixo, piano e flauta) e Phil Harvey (até hoje considerado pela banda como seu quinto membro, amigo de longa data de Martin à época, chamado por ele para gerenciar a banda) já haviam se juntado ao grupo, que, após algumas mudanças, já atendia por Coldplay.
Entre 98 e 2000, a banda lançou alguns EP's, incluindo, ao final do período, Shiver e Yellow, que estouraram no Reino Unido de tal maneira que o nome Coldplay já era conhecido antes mesmo de lançar seu primeiro álbum - que, depois de tamanho alvoroço, não tardou a vir.
Parachutes saiu ainda em 2000 e, puxado principalmente por Yellow, massacrou a expectativa de venda da gravadora (400 mil cópias), vendendo mais de 1,6 milhões só no Reino Unido. O estilo único que confluía melancolia e introspecção nas letras, guitarras, violão e piano com bateria e baixo de tom confessional discreto logo ganhou também a América.
Seguiu-se, em 2002, o lançamento do segundo álbum. A Rush of Blood to the Head foi considerado como um amadurecimento musical por parte do grupo. Receberam melhores críticas e venderam ainda mais cópias do que Parachutes. O sucesso inicial havia criado grande expectativa diante dessa continuação; os fãs, no entanto, não se decepcionaram, sendo brindados com uma gama de hits. Clocks tornou a banda mundialmente famosa, e o álbum levou o Grammy de "melhor álbum alternativo" em 2003.
Toda essa badalação transformou o Coldplay em uma banda de peso. Mesmo com apenas dois álbuns o grupo saiu em turnê pelos cinco continentes (foi quando passaram pelo Brasil pela primeira vez). A banda fez uma turnê mundial de junho de 2002 a setembro de 2003. Aproveitando a turnê, gravaram um CD e DVD ao vivo no Hordern Pavilion em Sydney, Austrália, chamado Live 2003. Em 2004, o grupo descansou da turnê e se pôs a trabalhar nas gravações do próximo trabalho.
Em 2005, o terceiro álbum, X&Y, é lançado após quase um ano de espera. Foi o disco mais vendido daquele ano, cerca de 8 milhões de cópias, apesar de ter recebido algumas críticas que o colocavam como uma cópia do disco anterior. O nome do disco vem dos altos e baixos da vida, Martin disse: “Meu dia inteiro é uma mistura de otimismo e pessimismo nas suas mais extremas formas. E isso que é X&Y para mim, são dois lados. Eu gosto do fato que elas são letras muito fortes, muito claras”.
O quarto álbum do grupo foi lançado em 2008, intitulado Viva la Vida or Death and All His Friends. Martin afirmou que escolheu o nome após vê-lo em um quadro da artista mexicana Frida Kahlo: "Ela passou por muita coisa, claro, e aí começou uma grande pintura em sua casa que dizia Viva la Vida or Death and All His Friends. Eu simplesmente amei a ousadia disso", disse o cantor, se referindo à Frida, que teve diversos problemas de saúde.
O grupo faturou 3 Grammys este ano: Melhor Disco de Rock, Música do Ano (Viva La Vida) e Melhor Performance Rock em Grupo (Violet Hill) - tendo sido indicado a 7.
Outras músicas foram lançadas num EP chamado Prospekt’s March e mais tantas outras foram disponibilizadas pela banda na internet. Apesar do enorme sucesso, eles têm se mantido muito protetores com suas músicas e a forma como elas são usadas na mídia. Permitem o uso pelo cinema, televisão e campanhas promocionais, como o trailer do filme Peter Pan, porém têm sido muito inflexível com o uso em propagandas publicitárias - já recusaram contratos milionários da Gatorade, Diet Coke, e The Gap. Segundo Martin, "Nós não conseguiríamos conviver com isso, se vendêssemos o significado da música assim".
Os quatro seguem algumas regras igualmente rígidas, adotadas e seguidas desde o início, no que diz respeito à convivência interna, à preservação do bem estar dentro da banda: todo o crédito e o lucro são divididos igualmente; e qualquer membro será automaticamente banido caso se envolva com drogas pesadas.
Com mais de 32,5 milhões de cópias de seus quatro álbuns vendidas, começam a surgir boatos sobre o fim da banda, mas Chris Martin já garantiu que ainda têm "muito gás". Estão, agora, em turnê mundial - E VÃO VIR AQUI ANO QUE VEM! UHUL! XD (Pra saber o quanto isso é grande pra mim, basta constatar que, dentre minhas bandas preferidas, pouquíssimas continuam em atividade e, das que continuam, quase todas são das antigas e/ou estrangeiras - logo, a chance de eu ir a um show de uma delas se restringe praticamente ao Skank (que, graças a Deus, tá aqui duas vezes por ano \o/ )).
Fontes: Last.fm Wikipedia MTV (clipes)
Agora mais (clicou nos links no texto?) duas de cada álbum, em ordem cronológica, pra vosês aí:
Vai ter sempre gente falando que é cópia de Oasis ou whatever they wanna say - não me importo. O fato é que sempre que, ouvindo rádio, ou no modo aleatório no iTnues ou no iPod, só preciso de um par de acordes pra saber que é Coldplay e ficar feliz. Isso, pra mim, é tudo de bom. ;D
ϟ Luana: marcoliino [posso te chamar assim, né?] sabe, eu te add, e nunca nem falei contigo :$
pois bem, rapaz, mas me responda a um enigma: como tu consegue ver tanta beleza dentro das pessoas? sabe, eu queria ser assim, mas por mais que eu tente, acho que já estou meio contaminada por esse mundo ><
me responde? eu preciso saber isto ^^
beiijo, e um lindo dia pra ti ;*
Pode me chamar do que você quiser, bem ^^ adoro apelidos ;+D
E, sobre ver beleza dentro das pessoas... É um exercício, sabe.. Um exercício que qualquer pessoa pode praticar.. e o mundo ia ser muito mais leve se todo mundo o fizesse..
Pra mim fica fácil falar isso, porque eu - mesmo depois da infância (porque criança nunca fica muito pensando no mau do mundo pra querer se isolar dele) - nunca quis me fechar. Nunca fui "contaminado por esse mundo", como você colocou. Então claro que pra mim fica fácil falar, porque eu não precisei realizar essa transição, essa "purificação", por assim dizer, de más impressões e energias - essa que é a parte, eu deduzo, mais "chata" (eufemismo) do processo.
Mas eu realmente acho que isso é pra qualquer um e pra todo mundo.
Bom, tendo clareado isso ^.^"
Veja bem: a questão toda é que o mundo é regido por energias. Tudo é regido por energias. Qualquer pensamento, qualquer sentimento, qualquer sensação, por mais simples e efêmeros que possam ser, geram energia.
E essa energia é "qualificada" de acordo com a natureza, o conteúdo desse pensamento (ou qualquer um dos outros). Basicamente: pensamentos positivos geram energias positivas, pensamentos negativos geram energias negativas, e tudo no meio do caminho seguindo a mesma lógica.
Não tenho muita certeza se a palavra mais adeqüada é "gerar", mas talvez "emitir", porque essas energias saem de nós, fazem parte de nós. Nossa vida toda deixa impressões em nós, fundamentalmente como energias - assim como nós também deixamos nossas impressões em tudo.
Cê acredita em espírito? Não fantasma, espiritismo, umbanda... Só espírito mesmo, nossa essência, aquilo de nós que tá além do corpo físico, a mente, o coração...
Eu não sei onde termina o espírito nosso e onde começam essas energias. Acredito que não haja separação. Nós somos essas energias tanto quanto somos nós mesmos, e elas também são nós (construção estranha =p ). Essa é a tal unidade, de que tanta gente fala (pelo menos assim eu acredito =P ). Digo mais até: pra mim, Deus é isso.
O exercício de abertura a que eu me referi permite que cada vez mais se "enxergue" essas energias.
Eu já cheguei num ponto em que eu olho pras pessoas e, se presto um pouco de atenção por um pouco de tempo, eu acredito que consigo "ver" as energias mais fundamentais delas, quer dizer, as que estão mais marcantemente presentes na personalidade delas. Os valores, se preferir.
Não é como se as pessoas fossem livros abertos pra quem tiver a capacidade de lê-las.. não leio pensamento de ninguém, nem consigo ver o passado.. não é isso. Tampoco tenho a inocente tolice de acreditar que, só com isso, conheço as pessoas. É questão de sentir. Consigo, mesmo, é sentí-las - uma pequenina parcela, mas consigo. O exercício leva a isso, e a beleza tá aí. Não é ver, é sentir a beleza. Por isso é tão lindo.
Experimento sentir a beleza dor laço de amor que existe entre você e um amigo. Não existe nada mais divino. Simplesmente não existe. Ou mesmo experimente "saborear" um traço de afinidade que você descobre entre você e algum colega não tão próximo. Energia não tem início ou fim, é adimensional, é etérea, imaterial. Assim como o é seu espírito. Sentir os dois juntos... Não tem explicação.
Repondida a parte sobre como ver a beleza.
Mas - cê deve tar pensando - se pensamentos ruins emitem energia tanto quanto os bons, só que energias ruins, como eu evito isso? Como eu não tomo um banho de negatividade enquanto me distraio com as coisas bonitas? Essa é a outra parte da sua pergunta original.
Bom, acontece que não tem essa de se abrir só pras energias boas. Cê só consegue aquele efeito de que eu falei, se você baixar as guardas, se abrir mesmo, permitir que o mundo deixe as impressões dele em você. E aí, a princípio, não tem como filtrar as coisas postivas das negativas.
Mas não, eu não tomo um banho de negatividade enquanto me distraio com as coisas bonitas. Aí já é outra questão, diferente. Não se trata mais do exercício de se abrir. E esta outra questão, ao contrário da aí de cima, eu não domino muito, intelectual e racionalmente falando, então o que eu falar daqui pra frente já assume caráter mais especulativo. São, na verdade, duas questões: sabedoria corporal e afinidade.
"Sabedoria corporal" foi um conceito ao qual eu fui introduzido com a leitura do já famigerado O Caminho do Guerreiro Pacífico. Trata-se do fato de que, como já mencionei aí pra cima, somos parte do todo assim como o todo é parte de nós. Temos, por consegüinte, a sabedoria de todo o universo intrínseca em nosso corpo - não tanto quando em nosso espírito, but still. Isso até que ainda tem tudo a ver com o exercício da abertura: quanto mais nos abrirmos, além da cada vez mais evoluída interação com as pessoas, também mais em sintonia com o universo, com o todo estaremos. Essa sintonia, esse sentir Deus (como gosto de pensar) libera gradativamente a sabedoria corporal.
Não sei explicar o que é essa sabedoria. Não é no sentido intelectual, não é conhecimento. É sentir-se fluir em sintonia com o universo, é sentir-se natural. Mas não há necessidade alguma de explicar isso. A compreensão virá quando vier - dã =P E vale dizer: é justamente a aquisição, mesmo que gradativa, dessa sabedoria que impede que a abertura seja uma prática irresponsável, inconseqüente e, coseqüentemente, perigosa.
A outra questão é uma das leis mais básicas e fundamentais do universo: a afinidade. Os afins se atraem. Isso é inexorável. Simples, se assimilado através da sabedoria corporal; bem mais complexo do que o tratamento que usualmente recebe por aí, se analisado sob a ótica racional. Essa complexidade demanda um estudo mais aprofundado para a compreensão - motivo pelo qual não posso dizer que, racional e intelectualmente, eu domine esse tema.
Mas, grosseiramente falando: energia é vibração, tem uma freqüência característica. Energias postivas possuem vibrações mais elevadas; negativas, mais baixas. Quando emitimos, por qualquer forma, energia em uma determinada faixa de vibração, ela se propaga e interage com outras energias; a interação é tão maior quanto mais próxima for a gama de vibração das energias que ela encontrar pela frente. E essa interação, obviamente, deixa suas impressões em nós.
Afinidade é isso - interação de energias.
Falando especificamente do caso da sua pergunta: o próprio medo, ou um receio que seja, de ser inundado por energias negativas, caso se abra, emite uma energia que vibra "próxima" a essas mesmas energias negativas; mais próxima, pelo menos, que às energias positivas.
A recíproca, no entanto, é claramente verdadeira: ponha um sorriso de bom-dia na alma e saia por aí e veja o bem que isso fará a tantas pessoas no seu caminho - e a você!
Por isso é um exercício, por um lado, particular, e não tem como eu te dizer como proceder. Tudo que eu te disser sobre esse aspecto será baseado na minha própria experiência, por isso será como se eu estivesse "diagnosticando" a mim, e não a você.
Por outro lado, posso sim te oferecer minha experiência, mas pra que você se inspire, não se espelhe. E foi isso que tentei fazer aqui.
Além disso, falar a esse respeito é também pra mim um ótimo exercício e muito me faz bem. Porque parte do processo é se abrir pra si mesmo. ^^
[E a grande maravilha desse assunto é que tem sempre muito muito mais pra se falar. (: ]
Entããão, Lu [posso te chamar assim, né? ;)~ ], é isso. =P Um abração grandãozão pra você. ^^
Neste Circuito, para delírio e frenesi totais e absolutos da imensa maioria dos meus amigos, que sempre muito admiraram meu gosto musical graças fundamentalmente a este senhor, [/sarcasmo] Kenneth Gorelick, nascido a 5 de junho de 1956, em Seattle, terra do grunge, [/zoera] 1,57m (naniiico, haha sabia disso não =P ), maior saxofonista ever - Kenny G.
O seu envolvimento com a música começou quando ele ainda era pequeno. A sua primeira apresentação ao vivo como profissional ocorreu nos anos 70, acompanhando Barry White. O bom desempenho incentivou-o a seguir adiante, e deu inicio à carreira solo na década de 80. Lançou diversos CDs, com músicas ecléticas, e com vários intérpretes de toda parte do mundo. Seu primeiro álbum de sucesso, “Duotones” (1986), atingiu o top 10 nos EUA, e mostrou as suas armas: um som instrumental com fortes pitadas de rhythm e blues moderno, melodias românticas e sempre uma ou outra faixa com vocalistas convidados, do naipe de Peabo Bryson, Toni Braxton, Michael Bolton e até Frank Sinatra. Seu som é admirado em todo o mundo por diversas culturas. É, sem dúvida, o músico instrumental mais vendido do mundo, com um número espantoso de mais de 80 milhões de discos vendidos; quebrou recordes até mesmo com seu primeiro disco natalino, “Miracles: The Holiday Album” (1994) - por sinal, seu único CD até hoje a atingir o primeiro lugar na parada de álbuns americana. Ele se apresentou ao vivo no Brasil na década de 90, com grande presença de público.
Ele falando sobre o começo da carreira: (sorry, only in English)(e ao som da maravilhosa Singbird)
Algumas informações aleatórias:
-Kenny é casado com Lyndie Benson e tem dois filhos, Max(15) e Noah(11); -adora jogar golfe, participa de torneios oficiais regularmente - já foi inclusive eleito, pela revista especializada Golf Digest, o melhor jogador-músico em atividade; -é um piloto altamente qualificado, já participou de diversos envetos, pilotando seu De Havilland Beaver; -é um dos poucos instrumentistas de sopro que consegue tocar e respirar ao mesmo tempo, sem interrupção nem interferência no som e nas notas - técnica chamade de respiração circular; (Isso aí é cabuloooso - olha o vídeo no link) -em 97, ele entrou para o Guinness por tocar a nota mais longa já registrada em saxofone - segurou um ré sustenido por quarenta-e-cinco-minutos-e-quarenta-e-sete-segundos. =SSS
-Sempre tive vontade de tocar sax, o único instrumento que eu realmente faço questão de um dia aprender - e esse doidin toca muuuito! xD
Fontes: Wikipedia last.fm
(Essa música é a trilha sonora da fita da festinha do meu aniversário de um ano. Não lembro de nada antes de eu amar ela.) (E o fato de ela ser tema do filme Dying Young (tradução literal: Morrendo Jovem) e de o cara que editou a fita ter colocado ela como tema do aniversário de um ano de uma crinça, isso a gente releva -.- )
[Esse texto já tá aqui no blog, mas escondido no meio de uma postagem maior. Já que tô organizando meus favoritosaqui, quis, claro, colocá-lo na lista, então achei por bem "resgatá-lo", escancará-lo.] [Texto de 2007, de antes de eu ter o blog.]
Jantar com amigos
-Tem certeza de que não quer comer nada?
-Tenho... Tenho sim, brigado. Não tô com fome não. Acho que sou movido a felicidade – soou ridículo, por isso todos riram e continuaram a jantar e a conversar. Gostava de dizer bobagens, fazer palhaçadas, comentários engraçados... gostava de fazê-los rir.
Mas, desta vez, falara sério, mesmo que em tom de brincadeira. Realmente não sentia fome. Nem tédio, sono, cansaço ou qualquer outra dessas sensações ruins que se sente a toda hora. Ou melhor, quase a toda hora. Porque não sentia nada disso quando estava com os amigos. Por que não sentia nada disso? Só sabia mesmo era que não sentia. Amizade. Amizade... Amizade tem mesmo dessas coisas estranhas... sem sentido... boas... Amizade... Será que aquelas pessoas ali, jantando, conversando, sabiam que causavam tal inexplicável efeito em alguém? que eram tão importantes na vida de alguém? Provavelmente não. Será que era assim tão importante para elas também...? Não era algo muito agradável de se pensar... principalmente para alguém com o tal “complexo de time pequeno”. Aquela história do futebol, que o time pequeno sempre se acha inferior aos demais, sempre abaixa a cabeça para os grandes, achando-se indigno de estar entre eles, porque eles são tão melhores etc e tal... Costumava ver a amizade, de certa forma, dividida em duas: o Sentimento de Amizade e a Amizade em si. O Sentimento é a parte individual, a parte que depende de somente um dos dois lados, era disso que realmente entendia, nisso que realmente gastava horas pensando. A Amizade em si é mais, é maior, é a evolução do Sentimento dos dois lados, é convívio, contato, sintonia, depende do Sentimento dos dois lados, é quando qualquer um dos dois pode dizer, sem receio, “Eu sou amigo dele”. Para alguém com o “complexo de time pequeno”, demora um pouco até poder dizer isso. O que sabia é que aquelas pessoas ali, jantando, conversando, podiam dizer isso sem medo, pois elas eram os tais “melhores amigos”. Como disse Vinícius de Moraes, “tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles. (...) A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. (...) Mas, porque não os procuro, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.” Nenhum deles estaria lendo estes pensamentos, mas enfim... deu pra entender. Poderia citar todo o texto “Amigos”, de Vinícius, mas o que é realmente o ponto de tudo isso é que, em termos de Sentimento, era especialista. Com certeza. Especialista.
-Marcos?
-Ahn? Oi? Oi!
-Você tá bem?
-É, cara, você tá todo autista aí.
-Ah, não, não, tudo bem sim. Eu só tava viajando um pouco aqui. Pensando na vida, sabe – e todos riem de novo.
-Alguma super resolução nova?
-Sempre tem alguma. Mas eu penso demais, você sabe disso. Bom, vou-me indo. Vou pra casa comer alguma coisa e dormir, que estou ficando com fome e com sono. Tchau tchau pra vocês – levantei-me, rindo, e fui saindo, ao som de xingamentos e mais risos de meus amigos.
Se sou, às vezes, um pouco não-explícito demais, é porque temo violar a pureza da beleza, caso eu a explicite demais. Não-explícito talvez, omisso jamais. Afinal, creio, um "eu te amo" faz menos jus a seu significado do que um abraço.
Às vezes acho que a beleza me intimida demais... Me sinto incomodado, muito, por não conseguir querer falar sobre certas coisas de maneira direta, sem alegorias, crua... objetiva... subjetivamente objetiva, mas objetiva.
Especialmente pessoas.
Especialmente pessoas, porque não falo diretamente de pessoas específicas nem em textos alegóricos. Tenho um certo entrave até pra fazê-lo em conversas/"desabafos". Nesses casos, creio que o temor vai ainda além de violar "meramente" a beleza - acho que, incosciente, ou, pelo menso, subconscientemente, temo violar a própria pessoa ao violar sua belaza - porque, afinal, a pessoa está sagradamente muito acima de sua beleza. Alegorizando isso: me perturba dizer "você é nota 10!", sendo 10 o máximo até quanto sei contar, mas estando você muito além de 10.
Não acho isso muito saudável - como não o é qualquer outro excesso; deixo de fazer um bem à pessoa e, a mim, chego a fazer até mal.
Não sou de criar muitas expectativas, nem sobre mim mesmo. (Acho isso uma boa coisa, resultado de lições bem aprendidas.)
Mas há uma que rotineiramente crio, e que rotineiramente se transforma em frustração. Quase sempre culpo as circunstâncias e/ou a outra pessoa e transformo a frustração em mau humor regado com decepção, mas no fundo sempre sei que o responsável sou só eu - e agora resolvi emergir esse insight.
Sobre a frustração, legítima e justa: me mata não conseguir ter uma conversa sobre a qual eu tenha criado alguma expectativa (não precisa ser uma conversa "séria"; só precisa que eu a tenha passado e repassado na cabeça pelo menos uma vez - o que não é raro).
Emergindo o insight: "não consguir ter uma conversa...". Não conseguir o caramba! A verdade mais escancarada é que em noventa e tantos porcento das vezes eu me recolho à insignificância dos resquícios do meu complexo de inferioridade.
Eu genuinamente adoro ouvir/ver um amigo virar pra mim e espontaneamente me contar alguma coisa que não tem nada a ver comigo - alguma coisa que eu não tenho motivo nenhum pra querer ouvir além dos simples fatos de que 1) eu gosto da pessoa, 2) me interesso por qualquer detalhe "banal" da vida dela e, mais importante, 3) me faz um bem imensurável a pessoa quererme contar detalhes "banais" da vida dela.
Mas eu pareço não ter a capacidade de pressupor que a recíproca possa ser verdadeira. Mais até: pareço não ser capaz de não pressupor que o contrário é verdadeiro. E pior ainda é que em nenhum nível isso é consciente e, muito menos, racional - parece toc, for Christ's sake.
Quando eu julgo uma boa hora pra ir e começar a falar, sempre, e aí é 100% mesmo, qualquer coisa - inclusive nada - é desculpa pra o pressuposto negativo surgir de sei lá onde e me subjulgar sem nem precisar tentar, e eu ficar quieto, deixar a conversa seguir qualquer outro rumo, chegar em casa de noite e ficar resmungando comigo mesmo.
Pelo amor né... Haja Santa paciência, porque a minha acabou. ¬¬
Se eu pudesse olhar pra mim agora... mas realmente olhar, olhar com a alma... Tantas cores, tanta luz...!
Mesmo depois de tudo por que já passei continuo a me surpreender com o poder disso. É tanta força, que responder a alguém que "estou feliz" é infantilmente redundante.
Estou... ultra-sensível. Não no sentido de chorão. Ultra sensível porque minha emoções, meus sentimentos, minhas energias estão absurdamente afloradas, insitadas, estimuladas ao seu máximo (se é que existe um).
Um belo salto... pra quem por três semanas ficou "entornado" em seu corpo, gripado, materializado à força e incomodamente... e, agora, subitamente, eu não poderia estar mais desligado do meu corpo - ou melhor, meu corpo não poderia estar mais ligado ao mundo das energias: a "simples magia", a princípio física, do encontro pôs-me em posição de tiro - meu corpo apontado para meus amigos e minha alma disparada para eles.
Nesses momentos... sinto que sou tudo que posso ser; sinto que a vida valeu e vale a pena; sinto que não só estou no caminho certo, como esse caminho me leva por passeios pelos Jardins; sinto-me completo, realizado, perfeito na minha imperfeição; sinto-me ligado a tudo, sinto que sou parte de tudo, do todo, e que tudo é parte de mim - sinto Deus.
E não tenho como expressar o quanto sou grato por esses momentos serem tão rotineiros.
"It's a simple thing that came to me and I thank God I'm alive."
Agora é a vez de um dos meus xodós. Nascido em Houston, Texas, EUA, a 20 de dezembro de 82, criado em Blue Springs, Missouri, residente em Tulsa, Oklahoma, vencedor da 7ª temporada do American Idol, canhoto, 1,83m, David Roland Cook.
David cresceu vendo o pai tocar violão e escolheu o violino como seu primeiro instrumento — pelos motivos mais escusos. “Eu tentei o violino primeiro porque tinha uma garota na orquestra da escola que eu achava linda.”
Aos 12 anos, ganhou sua primeira guitarra, uma Fender Stratocaster, presente de seu pai. “Meus pais têm uma coleção bem eclética de música. Minha mãe gostava de Kenny Rogers e meu pai estava mais pra Boston, Kansas e Dire Straits. A primeira fita que eu comprei foi Kris Kross. Quando eu tinha 13 anos alguém me mostrou a música ‘Closer’, Nine Inch Nails, e depois que eu passei pela arrogância da letra, realmente gostei da música. Então eu cheguei ao rock, que me fez chegar até aqui.”
Na escola, além do coral, ele participou de diversos musicais, além de estrelar todos os especiais de Natal. Era tamém um grande jogador de baseball, mas uma contusão o afastou da prática esportiva, levando-o a focar-se plenamente na música.
David foi cantor e guitarrista da banda Axium, entre 1999 e 2006. Formou-a quando estava no último ano do colegial, junto com o baterista Bobby Kerr. A banda chegou a tocar com grandes nomes da música, como 8Stops7, Caroline’s Spine, Maroon 5, Fountains of Wayne e Smash Mouth. Uma das músicas da banda, “Hold”, foi escolhida pela rede de cinemas AMC Theatres como a música tema para ser tocada antes dos filmes, utilizada em mais de 20.000 cinemas por todo o país. A Axium também foi nomeada uma das 15 melhores bandas independentes dos EUA pelo “Got Milk?” e eleita a melhor banda de Kansas City, em 2004.
David ganhou uma bolsa para cursar Teatro na University of Central Missouri, mas abandonou o curso após dois semestres, graduando-se, em 2006, em Design Gráfico. Mudou-se então para Tulsa, buscando uma carreira na música; disse a seus pais que "eu só quero me dar até os 26 anos pra arrumar um emprego". Juntou-se à Midwest Kings (banda com a qual a Axium já havia tocado em 2003) para uma turnê, tocando guitarra, baixo, fazendo vocal e segunda voz. A banda viria a acabar, mas alguns de seus membros integraram a nova banda de David.
Ele também trabalhou como garçom em diversos clubes de Tulsa.
Enquanto ainda tocava na Midwest Kings, em 6 de Maio de 2006, David lançou um álbum solo independente, Analog Heart, que foi eleito o 4º melhor álbum lançado pela internet, pelo site Music Equals Life, e a Melhor Produção Local de Álbum Independente no “Absolute Best of Tulsa” em 2007, pela “Urban Tulsa Weekly’s”. Durante o final de semana de 18-20 de abril de 2008, o álbum foi listado como o número 1 de downloads de MP3, na categoria “Today’s Top MP3 Albuns”, no site Amazon.com. Pouco depois, foi removido do mercado, por uma cláusula contratual do American Idol.
Makeover, written by David Cook
Don't Say a Word, written by David Cook
Ele estava gravando seu segundo álbum - no qual ele inclusive tentou, sem sucesso, tocar violino - quando Andrew, seu irmão mais novo, lhe chamou para acompanhá-lo na seleção do American Idol. “No último minuto eu decidi tentar. Andrew e eu estávamos no mesmo grupo de quatro pessoas para a primeira audição e ele não foi selecionado. Isso foi muito constrangedor. Eu virei pra ele e falei ‘Você quer que eu faça isso? Porque se você não quiser, eu não vou.’ E ele me respondeu ‘Se você não fizer eu vou te bater.’” Com sua performance de “Livin’ on a Player”, passou para a fase de Hollywood, com 3 “sim” dos jurados.
David aproveitou bem a oportunidade inédita de utilização de instrumentos pelos próprios competidores, com sua guitarra branca Gibson Les Paul para canhotos com a inscrição “AC”, presente de aniversário de seu pai em seu aniversário de 12 anos. “Tenho dois irmãos, Adam e Andrew. Então, por superstição, eu coloco as iniciais deles em tudo desde pequeno.”
A partir do Top 12, começou a usar uma pulseira de silicone laranja, para homenagear uma fã especial, Lindsey Rose, que tem leucemia. Ressaltou que o fato de usar a pulseira representa também uma forma que encontrou de abraçar todas as causas de luta contra o câncer, batalha pela qual seu próprio irmão passou, com vitória.
Sua performance de “Billie Jean”, de Michael Jackson foi ovacionada pelos jurados, principalmente Simon Cowell, que disse que a apresentação de David Cook foi superior a qualquer apresentação que haviam visto até aquele momento no programa, e, embora, soubesse que os arranjos foram feitos com base na versão da música de Chris Cornell, realmente era grande. Esta performance já rendeu mais de 4,5 milhões de acessos no YouTube. A versão de “Always Be My Baby”, de Mariah Carey também foi muito elogiada, inclusive aclamada de pé por Randy Jackson, que é produtor musical da Mariah.
A lista das músicas tocadas por ele no show, aqui.
David Cook venceu a 7ª temporada do American Idol com 56% dos votos, no dia 21 de Maio de 2008, derrotando David Archuleta com uma diferença de 12 milhões de votos. A música da vitória foi “The Time Of My Life”, vencedora do concurso “American Idol Songwriter’s”, promovido pelo programa para que compositores enviassem músicas para ser o single da vitória.
Always Be My Baby, written by Mariah Carrey, Jermaine Dupri and Manuel Seal, arranged by David Cook
I'm Alive, written by Neil Diamond, arranged by David Cook
The Music of the Night, of The Phantom of The Opera, written by Andrew Lloyd Webber, arranged by David Cook
“O processo todo me fez começar uma nova vida na qual eu tenho certeza de quem eu sou, como eu nunca tive. Eu aprendi que tenho que aproveitar quando estou cantando para o público, porque se não der certo, tudo bem, eu sigo em frente.”
Na semana do dia 25 de Maio, David Cook conseguiu quebrar vários recordes nos charts da Billboard.
O mais notório foi a proeza de ter 11 músicas de estréia nos charts da Billboard Hot 100, batendo o recorde anterior estabelecido por Miley Cyrus, em 2006, quando ela tinha 6.
Seu primeiro single, “The Time Of My Life”, estreou em 3º lugar na Billboard Hot 100. As onze músicas que chegaram à lista lhe renderam o título de artista que mais colocou músicas no Top 100 em uma semana na era Nielsen SoundScan — que começou em 1991 —, e o que mais colocou músicas no Top 100 em quaisquer das eras desde que os Beatles colocaram 14 músicas na lista, na semana de 11 de abril de 1964.
Além disso, David quebrou outro recorde nesta mesma semana, o de maior número de músicas na Billboard Hot Digital Songs, com 14 músicas de estréia, quebrando o recorde anteriormente estabelecido de 6 músicas por Jon Bon Jovi, em 2007.
As 17 músicas de Cook nos charts da Billboard tiveram um total de 944.000 downloads só na primeira semana. Em junho de 2008, ele se tornou o primeiro vencedor do American Idol a fazer sucesso nos charts do Reino Unido, com o single da vitória. A canção alcançou o 61º lugar em downloads.
Para a produção de seu CD pós-American Idol, David trabalhou com Ed Roland (Collective Soul), Zac Maloy (The Nixons), Jason Wade (Lifehouse), Neal Tiemann (MWK) e Raine Maida (Our Lady Peace). O álbum foi lançado em 18 de novembro de 2008, com o produtor Rob Cavallo, que já trabalhou com nomes conhecidos da música internacional, como Green Day, Goo Goo Dolls e Alanis Morissette. “The Time Of My Life” é uma faixa bônus do CD e conquistou platina no fim de 2008. David recebeu o certificado de Disco de Platina em 22 de Janeiro de 2009.
Ele também assinou contrato para ser o garoto propaganda da marca Skechers, com duração até dezembro de 2009.
Após a tradicional turnê com os Top10 da temporada do American Idol por todo o país, David começou a turnê de seu próprio disco, em fevereiro de 2009.“Nós meio que vamos voltar às nossas raízes e tocar em muitas faculdades. Porque eu lembro de ir a shows quando eu estava na faculdade e sentir uma energia muito bacana ali, que você não encontra em qualquer lugar. Como nos anos 70, todas essas maravilhosas bandas tocaram no circuito das faculdades, e eu quero voltar a isso. É nisso que estou focado — não apenas sair com quatro caras bacanas e nos divertirmos, mas fazer o que eu quero fazer.” Muita polêmica foi criada entre os fãs com relação aos shows da turnê, uma vez que a grande maioria está sendo realizada em pequenos auditórios das faculdades e os ingressos não estão sendo vendidos ao público em geral, uma vez que os estudantes esgotam-nos antes. David postou um vídeo- blog dizendo estar ciente disso, mas que esta será apenas a primeira de muitas turnês.
Amém!
Fontes: davidcookofficial.com.br wikipedia last.fm Light On, written by Brian Howes and Chris Cornell
Come Back To Me, written by Amund Bjorklund, Espen Lind and Zag Maloy
Declaration, written by David Cook, Gregg Wattenberg and Johnny Rzeznik
Heroes, written by Cathy Dennis, David Cook and Raine Maida
Lie, written by Amund Bjorklund, David Cook, Espen Lind and Zac Maloy
Bar-Ba-Sol, written by Chris Wojtal, Danny Grady, David Cook, Jade Lemons and Steve Slovisky
Acho que dizer que ele é meu xodó já diz bem o carinho que eu tenho por esse sujeito. Vi ele aparecer pro mundo, torci pra ele o tempo todo no AI, primeiro por ver um roqueiro se destacando nesses programas que só lançam pop, (logo) depois por constatar que ele é muito booom. Enfim.. ;)
Eu infelizmente perdi o hábito de ler, nos últimos anos - internet e aumento da carga escolar são o que basicamente explicam - mas não justificam. Enfim... Fazia tempo não lia um livro por prazer (se descontarmos HP, muito tempo); e, por mais que gostasse dos da escola/vestibular (o que acontecia com animadora freqüência), não é a mesma coisa...
Tô lendo, agora, finalmente por prazer, e como início de uma "reabilitação literária", Insônia, do Stephen King. Não vou falar sobre o livro em si, porque ainda não o terminei, mas quero compartilhar minha grata surpresa em redescobrir a genialidade que a escrita de um bom livro exige/compreende.
Quando me deparo com um pensamento involuntário super-elogioso a respeito do que estou lendo, não consigo deixar de dar uma viajada pra fora da leitura por um momento, e lembrar do meu Ensino Médio (época principal do afastamente da leitura) escrevendo (e, modéstia a parte =P , escrevendo bem) redações e mais redações. Sempre me preocupando com coesão, articulação, clareza, estética, estratégias, domínio do tema, da lingüagem... Era sempre difícil fazer algo realmente bom - coisas marromenos não requeriam muito esforço - e eu sempre gostava do desafio. Gostava de brincar com as palavras, tentando encontrar a melhor combinação pra colocar a melhor idéia da melhor maneira no papel. Era, geralmente, um par ou mais de horas para fazer uma página de que me orgulhasse e que me deixasse contente e satisfeito. E, de fato, me deixava contente e satisfeito. (Ainda gosto, ainda me deixa.)
Agora, lendo um livro, um bom livro, me fascino, me maravilho quando a história vai tomando corpo sobre meu colo. Em outras palavras, tudo que eu me empenhava para fazer em uma página, com um sorriso cerrado de satisfação-em-encarar-um-desafio no rosto, eu vejo ali, em duzentas e tantas folhas, frente e verso, metade do tamanho da fonte. Ainda em outras palavras, é alguém que se enche de euforia com o desafio de fazer 90% de I love rock'n'roll no Easy do Guitar Hero assistir alguém fazendo 100% de Free Bird no Hard.
Em homeagem ao senhor Dê Paula e seu blog cheio de intrigas, fujo um pouco aqui do caráter puramente artístico (arte: qualquer forma de expressão destinada a tratar de sentimentos. (ROSA, Marcos. Definições inventadas na hora, 2009.)) e trato de um tema, as I see it, polêmico. É, inclusive, algo de que tenho vontade de falar aqui há muito (and I mean muito) tempo.
Religião.
“Não há registro em qualquer estudo por parte da História, Antropologia, Sociologia ou qualquer outra "ciência" social, de um grupamento humano em qualquer época que não tenha professado algum tipo de crença religiosa. As religiões são, então, um fenômeno inerente a cultura humana, assim como as artes e técnicas.” (VALÉRIO, Marcus. Religião. - não é o doidão do mensalão.)
Assim sendo, não é possível determinar com satisfatória certeza a época do surgimento da religião, tampoco seu conceito, prático e teórico, original.
No entanto, um estudo histórico e etimológico do termo religião pode oferecer um vislumbre da idéia original por trás da prática a que foi atribuído tal termo.
“A palavra "religião" foi usada durante séculos no contexto cultural da Europa, marcado pela presença do Cristianismo, que se apropriou do termo latino religio. Em outras civilizações não existe uma palavra equivalente. O Hinduísmo antigo utilizava rita, que apontava para a ordem cósmica do mundo, com a qual todos os seres deveriam estar harmonizados e que também se referia à correta execução dos ritos. Mais tarde, o termo foi substituído por dharma, que atualmente é também usado pelo Budismo e que exprime a idéia de uma lei divina e eterna.
Rita relaciona-se também com a primeira manifestação humana de um sentimento religioso, a qual surgiu nos períodos Paleolítico e Neolítico, e que se expressava por um vínculo com a Terra e com a Natureza, os ciclos e a fertilidade. Nesse sentido, a adoração à Deusa mãe, à Mãe Terra ou Mãe Cósmica estableceu-se como a primeira religião humana. Em torno desse sentimento formaram-se sociedades matriarcais centradas na figura feminina e suas manifestações. Ainda entre os hindus destaca-se a deusa Kali, ou A negra, como símbolo dessa Mãe cósmica. Cada uma das civilizações antigas representaria a Deusa, com denominações variadas: Têmis (Gregos), Nu Kua (China), Tiamat (Babilônia) e Abismo (Bíblia).
Segundo o mitologista Joseph Campbell, a mudança de uma idéia original da Deusa mãe identificada com a Natureza para um conceito de Deus deve-se aos hebreus e à organização patriarcal de sua sociedade. O patriarcalismo formou-se a partir de dois eventos fundamentais: a atividade belicosa de pastoreio e às constantes perseguições religosas que desencadearam o nomadismo e a perda de identidade territorial.
Historicamente foram propostas várias etimologias para a origem de religio. Cícero, na sua obra De natura deorum, (45 a.C.) afirma que o termo se refere a relegere, reler, sendo característico das pessoas religiosas prestarem muita atenção a tudo o que se relacionava com os deuses, relendo as escrituras. Essa proposta etimológica sublinha o carácter repetitivo do fenômeno religioso, bem como o aspecto intelectual.
Mais tarde, Lactâncio (séculos III e IV d.C.) rejeita a interpretação de Cícero e afirma que o termo vem de religare, religar, argumentando que a religião é um laço de piedade que serve para religar os seres humanos a Deus.
No livro A Cidade de Deus, Agostinho de Hipona (século IV d.C.) afirma que religio deriva de religere, "reeleger". Através da religião, a humanidade reelegia de novo a Deus, do qual se tinha separado. Mais tarde, na obra De vera religione, Agostinho retoma a interpretação de Lactâncio, que via em religio uma relação com "religar".
Macróbio (século V d.C.) considera que religio deriva de relinquere, algo que nos foi deixado pelos antepassados.
Independente da origem, o termo é adotado para designar qualquer conjunto de crenças e valores que compõem a fé de determinada pessoa ou grupo. Cada religião inspira certas normas e motiva certas práticas.” (Adaptado de Religião. In Wikipedia.)
O conceito original de religião, conforme estudado acima, engloba seitas, mitologias e quaisquer outras doutrinas ou formas de pensamento que tenham como característica fundamental um conteúdo Metafísico, portanto é fruto do pensamento humano, de modo que é perfeitamente compreensível o surgimento, ao longo dos tempos, de milhares de desmembramentos, tantos quantas são as variações de ideologia na história.
Não vou defender a “liberdade religiosa”, porque acredito que a Revolução Francesa já tenha se encarregado disso. Minha questão é outra, e mais essencial (relativa a essência): a Religião deve servir ao Homem, e não o contrário.
Com o passar dos milênios, a religião vestiu uma roupagem ligeiramente, mas fundamentalmente, diferente. Ela há muito deixou de ser um guia e tornou-se uma “norma de conduta”. Os livros sagrados transformaram-se em manuais de regras. Muitos simplesmente estão brincando de “Céu ou Inferno”, e a religião está ali para ensiná-los a ganhar o jogo.
Eu estaria menosprezando a validade da religião e da fé se dissesse que a maioria da humanidade está simplesmente jogando. Seria errado fazer tal consideração. Mas, a meu modo de ver, mesmo indivíduos mais espiritualizados, mais religiosos, que levam a sério a religião, que querem realmente fazer aquilo que é o melhor e o certo para eles, para suas almas, mesmo esses distorcem o sentido da religião. Isso não faz deles más pessoas, longe disso. É meramente uma questão de má interpretação, ou um mau direcionamento da fé.
A imensa maioria das pessoas deposita sua fé em sua religião – até aí, tudo perfeitamente bem. O problema é a má interpretação de o que é religião. As pessoas buscam a religião, seja qual for, na esperança de encontrar apoio, “verdade”, algo que os guie na direção de uma vida bem vivida, possibilitando uma pós-vida (seja lá o que elas entenderem por isso) em paz. Elas lêem o seu livro sagrado como quem lê um livro de ciências, ou como quem escuta um professor ensinando como resolver uma equação – elas acreditam que a religião lhes fornecerá as respostas que procuram.
Os fanatismos religiosos são exemplos (extremos, claro) dessas más interpretações, assim como de que sempre haverá pessoas dispostas a se aproveitar dessa ingenuidade e necessidade de encontrar respostas da humanidade. Vide a Idade Média e os grupos terroristas árabes.
“Grande parte de todos os movimentos humanos significativos tiveram a religião como impulsor, diversas guerras, geralmente as mais terríveis, tiveram legitimação religiosa, estruturas sociais foram definidas com base em religiões e grande parte do conhecimento científico, "filosófico" e artístico tiveram como vetores os grupos religiosos, que durante a maior parte da história da humanidade estiveram vinculados ao poder político e social.” (VALÉRIO, Marcus. Religião.) Mesmo em questões menores, “coisas do dia-a-dia”, isso se vê: inúmeras pessoas vão à igreja no domingo por puro hábito, quiçá obrigação; outras tantas são vegetarianas porque “minha religião não deixa comer carne”; quantos não “pecam” à vontade e acreditam que se redimem ao confessar-se com o padre...
A religião deve ser como eram os diálogos de Sócrates: uma fonte de sabedoria externa trabalha em função de auxiliar a descoberta/criação da sabedoria interna, particular, individual. Os livros sagrados não tratam de uma realidade exata, material, mas de um estudo, uma interpretação dessa realidade. Se fosse possível para nós conhecer a “verdade”, não haveria divergências entre religiões, sequer haveria religiões, porque todos concordaríamos.
Eu penso assim, e é por isso que não me declaro seguidor de nenhuma religião – pois acredito que, por mais que eu tenha grande afinidade com determinada doutrina, me dizer espírita, por exemplo, restringiria e materializaria demais a minha fé. Não, eu tenho a minha própria religião, como minha forma pessoal de entender o mundo em que vivo e buscar nele o meu melhor caminho. Para isso, compactuo com aspectos do Espiritismo, do Budismo, do Hinduísmo e com mais qualquer outra idéia que me pareça certa e adequada.
Faço minhas, portanto, as palavras de Alan Kardec, fundador do Espiritismo: “Fé inabalável só a é a que pode encarar de frente a razão, em todas as épocas da Humanidade.” E a razão existe dentro de nós, para ser descoberta, com a ajuda alheia, por nós mesmos.
Tava guardando pra hoje, dia de show, pra já servir de aquecimento, a minha banda mais preferida de todas. Mineirinhos como eu, não têm nada demais mas são tudo que tem de bom, pra mim - e é essa a expressão maior da música. Com muito prazer, orgulho, pompa, trago a vocês, esta semana, Samuel Rosa de Alvarenga (15.07.66, formado em Psicologia pela UFMG), Antônio Henrique Rocha Portugal (19.03.65, formado em Economia pela PUC-Minas), Marco Aurélio Lelo Moreira Zaneti (26.12.67) e Haroldo Júlio Ferretti de Souza (17.06.69), o SKANK.
Em 1983, Samuel Rosa e Henrique Portugal começaram a tocar em uma banda de reggae chamada Pouso Alto, junto com os irmãos Dinho (bateria) e Alexandre Mourão (baixo). Em 1991, o Pouso Alto conseguiu um show na casa de concertos Aeroanta, em São Paulo, mas como os irmãos Mourão não estavam em Belo Horizonte, o baixista Lelo Zaneti e o baterista Haroldo Ferretti foram chamados para o show, que aconteceu em 5 de junho de 1991 e, devido á final do Campeonato Paulista no mesmo dia, o público pagante foi 37 pessoas. Após o show, o grupo mudou seu nome para Skank, inspirado na música de Bob Marley, "Easy skanking", e começou a tocar regularmente na churrascaria belohorizontina Mister Beef.
A proposta musical inicial era uma adaptação do dancehall jamaicano aos ritmos brasileiros. Esse formato de reggae eletrônico era uma natural evolução do tradicional reggae de raíz, popularizado por Peter Tosh, Bob Marley e Jimmy Cliff.
O primeiro álbum do grupo, "Skank", gravado de forma independente, foi lançado em 1992. O sucesso underground despertou o interesse da poderosa Sony Music que, com a banda, inaugurou no Brasil o selo Chaos, relançando o álbum em abril de 1993. Os singles "O Homem Que Sabia Demais", "Tanto" e "In(Dig)Nação" levaram o grupo a mais de 120 concertos pelo Brasil, que resultaram na vendagem de 120 mil cópias do álbum de estréia.
Seu segundo disco, de 1994, foi o trampolim para o estrelato: mais de 1 milhão de cópias de "Calango" e top-hits como "Jackie Tequila" e "Te Ver". O álbum abriu as portas para uma nova geração de bandas brasileiras atentas às novidades do rock mundial e, ao mesmo tempo, curiosa com as raízes da tradição local. Se destacaram nas rádios as canções "É Proibido Fumar", "Te Ver", "Pacato Cidadão", "Esmola" e "Jackie Tequila", resultando em 1 200 000 cópias vendidas do álbum.
O disco seguinte foi ainda mais longe (tanto em sua missão de fusão quanto em seu sucesso comercial): "O Samba Poconé" levou o grupo a se apresentar na França, Estados Unidos, Chile, Argentina, Suíça, Portugal, Espanha, Itália e Alemanha, em shows próprios ou em festivais ao lado de Echo & The Bunnymen, Black Sabbath e Rage Against The Machine. O single "Garota Nacional" foi um sucesso monstruoso no Brasil e liderou a parada espanhola (em sua versão original, em português) por inacreditáveis três meses - a canção foi o único exemplar da música brasileira e integrar a caixa "Soundtrack for a Century", lançada para comemorar os 100 anos da Sony Music. Os discos da banda ganharam edições norte-americanas, italianas, japonesas, francesas e em diversos países ao redor do mundo. O álbum atingiu a marca de 1 800 000 cópias.
O Skank foi convidado pela FIFA a representar seu país no álbum "Allez! Ola! Olé!", disco oficial da Copa de 98, com uma versão alternativa de "É Uma Partida de Futebol".
O envolvimento da banda com o futebol é notório. Além de "É Uma Partida de Futebol", um dos grandes hinos do esporte, os mineiros participam com frequência do RockGol da MTV - foram os campeões da primeira edição, em 95, e em 99; vice em 2000 e 2001; e terceiro em 2007; além de ter Samuel Quentin Tarantino Rosa (por conta do penteado sempre semelhante ao do diretor) como um dos grandes nomes da história do evento. Samuel é cruzeirense fanático; Henrique, também cruzeirense; Lelo e Haroldo, atleticanos.
De volta aos discos, em Siderado, mostrando amadurecimento e uma aproximação com o rock, o grupo trabalhou com John Shaw e Paul Ralphs, produtores britânicos, e gravou e mixou o álbum no lendário estúdio londrino Abbey Road, imortalizado pelos Beatles - ídolos supremos da banda. O álbum foi lançado em julho de 1998. "Resposta", "Mandrake e Os Cubanos" e "Saideira" se tornaram hits, e o álbum vendeu 750 mil cópias.
Em 99 a banda participou do "Outlandos D'Americas", tributo de grupos sul-americanos ao The Police, gravando "Estare Prendido En Tus Dedos", versão de "Wrapped Around Your Finger", bastante elogiada por Stewart Copeland, bateirista da banda inglesa.
Em 2000, com produção de Chico Neves e Tom Capone, foi lançado "Maquinarama", um divisor de águas na carreira da banda, que deu prosseguimento à aproximação ao rock, inicadas sob os ares ingleses e beatles-ísticos de Abbey Road - foi o primeiro do que a banda chamou de "Triologia brtânica". O sinal mais claro de mudança foi a não utilização de metais. Os principais singles foram "Três Lados", "Balada do Amor Inabalável" e "Canção Noturna", e o disco vendeu 275 mil cópias. (Meu preerido, by the way.)
Em 2001, com a parceria da MTV Brasil, o grupo grava na cidade de Ouro Preto o seu primeiro disco ao vivo. "MTV Ao Vivo em Ouro Preto" vendeu 600 mil cópias. A única canção inédita, "Acima do Sol", liderou as paradas de rádio no país. No ano seguinte Samuel Rosa participou em "É Proibido Fumar" do Acústico MTV de Roberto Carlos.
O início de 2003 foi investido na meticulosa preparação de "Cosmotron", também com a produção de Tom Capone, segundo da trilogia, álbum que chegou às lojas merecendo rasgados elogios da imprensa: "canções pop processadas em cuidadosos laboratórios", "ratificando o Skank como o mais criativo grupo pop dos anos 90". Dois Rios", "Vou Deixar" e "Amores Imperfeitos" foram as faixas que se destacaram, e o álbum vendeu 250 mil cópias. O grupo se lançou, enquanto isso, em mais um giro internacional, com passagens por Portugal, Inglaterra e Bélgica, além de uma histórica apresentação no palco principal do festival de Roskilde, na Dinamarca, ao lado de grupos como Blur e Cardigans.
"Radiola", lançada em outubro de 2004, foi a primeira compilação do Skank, com foco em "Maquinarama" e "Cosmotron". A regravação de "Vamos Fugir" de Gilberto Gil e Liminha foi uma das quatro canções inéditas. "Radiola" vendeu 200 mil discos. Assim como "Vou Deixar", no ano anterior, "Vamos Fugir" foi a canção com maior comercialização de ring tones em 2005. O álbum conta ainda com mais três inéditas: "Um Mais Um", "Onde Estão?" e "I Want You", nova versão da música de Bob Dylan (uma em português faz parte do primeiro disco), gravada no final de 99 para um tributo a músico, que nunca chegou a ser lançado.
Em março de 2006 a banda iniciou em Belo Horizonte as gravações de seu nono álbum, Carrossel, o sétimo com canções inéditas e último da trilogia britânica. O trabalho recebeu novamente ("Maquinarama") a produção de Chico Neves e Carlos Eduardo Miranda, produtor do Acústico MTV d'O Rappa. O álbum foi lançado em agosto do mesmo ano e emplacou os hits "Uma Canção É Pra Isso", "Mil Acasos" e "Seus Passos". No disco são apresentadas novas parcerias - Arnaldo Antunes e César Mauricio.
Ainda em 2006, a banda é o primeiro grupo brasileiro a ter um álbum lançado em formato digital. A fabricante de celulares Sony Ericsson lança um aparelho com o álbum "Carrossel" completo e o videoclipe de "Uma Canção é Pra Isso". Em Abril de 2007, o Skank, também de forma inédita, recebe o "Celular de Ouro", reconhecido pela APBD, pela vendagem de 61000 unidades do produto.
Em fevereiro de 2008, o grupo retoma a parceria com Dudu Marote e grava "Beleza Pura", de Caetano Veloso, para a abertura da novela de mesmo nome.
Talvez procurando recuperar um pouco da alegria que marcava a primeira fase de sua carreira, a banda traz de volta o produtor Dudu Marote, responsável por seus discos de maior sucesso comercial: “Calango” (1994) e “O Samba Poconé” (1996). Em outubro de 2008 lança "Estandarte", no qual, por cima das levadas dançantes e refrões memoráveis, há uma chuva de guitarras, incluindo algumas das mais pesadas já gravadas pela banda. Nas palavras de Samuel, “é um disco mais para fora, mais contundente”. O grupo também comentou que, pela primeira vez, eles foram para o estúdio com a intensão de gravar um álbum mas sem ter nada em mente, nada programado; juntavam-se no estúdio e arranhavam jam sessions, até comporem as música - que contam com participações, especialmente nas letras, dos parceiros já consagrados: Nando Reis ("Resposta", "Dois Rios"...) e Chico Amaral ("Três Lados", "Canção Noturna", "Amores Imperfeitos"...). O disco foi considerado pelos integrantes, pois, como o mais puro e "cru" que já fizeram, o som que representa simplesmente eles se divertindo tocando música.
Fontes: Skank.uol Wikipedia Last.fm
O show de hoje é o segundo que eles fazem aqui na turnê "Estandarte" - o primeiro foi no segundo semestre do ano passado, logo após o lançamento do disco.
O Skank não é a melhor banda do mundo. O Samuel não é o melhor vocalista, guitarrista nem compositor. O Lelo não é o melhor baixista. O Haroldo não é o melhor baterista. O Henrique não é o melhor tecladista. Eles não são nenhum fenômeno comercial, tampoco a banda mais bem sucedida do mundo (apesar de terem se saído até aqui muito bem, obrigado).
(Ah, mas uma coisa que eu acho que eles tão entre os melhores: tocam demaaaais ao vivo!)
Mas são minha banda preferida. Acima, até, dos Beatles.
Por quê?
Porque, como eu disse no começo do post, eles são a expressão maior da música, pra mim. Música não é (só) qualidade/habilidade/capacidade. Música é, fundamentalmente, sentimento, emoção, alma, simpatia, afinidade. O Skank, seus integrantes, sua música, estão em sintonia comigo. Isso é música. E isso é amar música.