CIENTIFICISMO + LIRISMO

Mas a vida é tão maior que as palavras...

"(...)quando o acontecimento não cabe nas palavras, eu costumo usar as palavras, ao contrário, para caberem no acontecimento. Não é a mesma coisa, né, mas quase serve."

(Thami)

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

"I hope you make the best of it."

(Pode relaxar, se você ainda não viu (veja), não vai ter spoilers aqui.)

O Curioso Caso de Benjamin Button


Tomando milkshake com meus pais (eles tomando, eu viajando na maionese) após a seção, discutíamos qual seria a mensagem principal trazida pelo filme. Os dois pareceram concordar ser algo como "é melhor envelhecer que rejuvenecer" (muito superficial) ou "as coisas sempre saem melhores quando seguem seu rumo natural" (análise mais aprofundada, mas que ainda não me satisfez). Não chegamos a nenhum consenso (como normalmente acontece, nesse tipo de debate triviais).

A minha convicção (e, como o blog é meu, é ela que vai ser explanada aqui =P ) é outra, e diverge um pouco, tanto da deles, quanto da trama do filme. Êi-la:

***

Espero que você viva uma vida da qual se orgulhe. Uma moral que pode se encaixar em muitas histórias comuns, mas que também cai como uma luva para uma outra nada usual, com enredo digno dos filmes psicodélicos que seu amigo cult tem na estante de casa. Esse é O Curioso Caso de Benjamin Button, e é essa quebra dos padrões que faz dele um filme extra-ordinário.

É melhor envelhecer ou rejuvenecer ao longo da vida?; assistir ao seu corpo amadurecer e envelhecer, juntamete com sua mente, ou nascer velho e morrer jovem, seguindo o caminho contrário de seu intelecto?; chegar ao fim da vida e desaprender a andar, falar, raciocinar, ou iniciá-la aprendendo tudo isso?... Qual caminho levaria a uma vida melhor?

A minha opinião?: doesn't really matter, that's not the point. (Não importa, na verdade, essa não é a questão.)

O filme tenta ensinar que, como é dito algumas vezes, You can be mad as a mad dog at the way things went; you can swear and curse the fate - but when it comes to the end, you have to let go. ("Você pode se sentir louco como um cachorro louco a respeito de como as coisas aconteceram; você pode jurar e amaldiçoar o destino - mas, quando tudo chega ao fim, você tem que desencanar.")

For what it’s worth: it’s never too late or, in my case, too early to be whoever you want to be. There’s no time limit, stop whenever you want. You can change or stay the same, there are no rules to this thing. We can make the best or the worst of it. I hope you make the best of it. And I hope you see things that startle you. I hope you feel things you never felt before. I hope you meet people with a different point of view. I hope you live a life you’re proud of. If you find that you’re not, I hope you have the strength to start all over again. ("Nunca é tarde ou, no meu caso, cedo demais para ser quem quer que você queira ser. Não há tempo limite, pare quando quiser. Você pode mudar ou pernacer o mesmo, não há regras para esse tipo de coisa. Podemos fazer o melhor ou o pior disso. Espero que você faça o melhor. E espero que você veja coisas que te assombrem. Espero que você sinta coisas que nunca setiu antes. Espero que você conheça pessoas com diferentes pontos de vista. Espero que você viva uma vida da qual se orgulhe. Se descobrir que não é o caso, espero que tenha a força para começar tudo de novo.")

Aonde tudo isso nos leva?

Não gaste sua vida pensando em como ela poderia ser, em como você queria que ela fosse, em como você não gosta de como ela é... Your life is defined by its opportunities… even the ones you miss. ("Sua vida é definida por suas oportunidades... inclusive as que você desperdiça.") Viva sua vida, sem se preocupar com o que poderia ser, com o que não é. Não se preocupe com o que for ruim, tente se focar no que for bom, tire o melhor de tudo, seja esse tudo bom ou ruim.

Quando você chegar a um final, não importará o que poderia/deveria ter sido e não foi, então não se apegue (ao início, durante ou ao final de seu caminho) a ressentimentos e decepções, que não te levarão a lugar algum.

Quando você chegar a um final, somente importará o que foi, portanto faça o melhor de o que quer que seja. E, se não achar que está fazendo certo, pare e comece de novo. Assim você viverá uma vida da qual se orgulhará.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Momento "descarga de pensamentos"

Ando vendo/ouvindo várias retrospectivas nostálgico-filosófico-interioristas, seja em blogs de amigos, seja de suas bocas. Momentos marcantes, épicos... Algumas memórias comuns me contagiam, mas nada de eu ter semelhantes insights e/ou resoluções.

Tô completamente imerso em vestibular, era de se esperar que eu estivesse extremamente visionário, "sonhativo", recolucionário-estilo-hippie-quero-mudar-o-mundo... E nada.

E também não é o vestibular que tá atrapalhando ao invés de ajudar. Todo fim de ano pra mim é exatamente igual ao resto - tirando as férias, que, essas sim, o vestibular tá atrapalhando. =P

Me parece (sim, chego realmente a pensar isso) incrível, mas esse negócio (não querendo menosprezar.. só não achei palavra melhor que "negócio") de fim de ano, começo de ano, ano novo... simplesmente não me atinge (de novo, não me veio nada melhor que "atinge").

Às vezes, tipo agora, fico pensando sobre não pensar nessas coisas...

E o que eu percebo é que eu penso, sim, nelas. Só que eu penso nelas todo dia.

Todo dia, quando eu deito, eu penso em como foi o dia, o que teve de bom, o que teve de ruim, rumino em cima do que foi bom... e projeto minhas expectativas e planos pro dia seguinte. E todo dia eu acordo e penso no que eu pensei na noite anterior, tiro os "sonhos acordados" da lista de planos e ponho na de sonhos; revejo os planos "realizáveis"; e vou tocar minha vida.

Aí chega no dia 31 de dezembro, todo mundo fazendo simpatia, pulando ondinha na Lagoa, e eu olhando com minha cara blasé. "Tanta gente fazendo tanto estardalhaço porque escolheram um dia pra olhar pra algo que tá lá todo santo dia", eu penso, nos auges da minha rabugentisse.

Aí eu me dou um tapa psicológico na cara e encaro a coisa boa da coisa: tanta energia boa concentrada num intervalo de tempo tão pequeno, é quase uma overdose homeopática de coisa boa que faz bem. Aí eu troco o "blasé" por "bêbedo".


Sabe, não é que me faltem memórias boas pra narrar em uma retrospectiva do ano... Realmente não faltam. Acho que o que realmente me impede de seguir a febre retrospectiva bloguística é minha incapacidade de selecionar algumas mais especiais e escrever sobre elas. Não que não haja algumas mais especiais. Há. Mas é demais pra mim falar sobre elas em um texto, sem deixar a barra de rolagem praticamente invisível. Está fora do meu alcance alcançar um meio termo entre blasé e bêbedo, no que diz respeito a escrever sobre minhas memórias e meus sentimentos.

A alguns deles (meus amigos) não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Esse trecho, de Vinicíus, resume bem o que, frequentemente, me desanima de escrever coisas como essas retrospectivas. Tenho medo de não ser fiel na reprografação do verdadeiro sentimento (blasé). E tenho medo também, caso consiga ser fiel, de "exagerar" (bêbedo).





Aqui, por exemplo, resolvi ignorar o medo de não ser fiel e acabei, a meu ver, exagerando. Aí acho que, em meio à "bebedez", disse tudo, mas disse tanto que acabei nada dizendo.



Mas... como disse... foi só um momento "descarga de pensamentos". Passou já.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Be something you love and understand

Mais uma mensagem, agora de começo de ano. (não que eu me importe muito com a diferença =p )



Lyrics: http://letras.terra.com.br/lynyrd-skynyrd/23830/
Letra:
http://letras.terra.com.br/lynyrd-skynyrd/181503/