CIENTIFICISMO + LIRISMO

Mas a vida é tão maior que as palavras...

"(...)quando o acontecimento não cabe nas palavras, eu costumo usar as palavras, ao contrário, para caberem no acontecimento. Não é a mesma coisa, né, mas quase serve."

(Thami)

sábado, 16 de outubro de 2010

Formspring

eu não conheço você... however, admito que às vezes venho aqui olhar as respostas. são realmente pensadas, sabe? isso é raro. então... pra você, qual é a maior mensagem de e-town?

oh, valeu pelas palavras! =D

hmmm, a maior mensagemd e E-Town, that's a tricky one......

bom, acho que pode ser resumido na frase clássica do Mitch:

"If it wasn't this, it'd be something else."

[ alerta spoiler ]

parece meio toscamente vago, mas é uma maneira bastante sensata e madura de se ver a vida, se você parar pra pensar. e o filme é meio que todo sobre isso. sobre fazer o melhor com aquilo que a gente tem, ao invés de lamentar o que poderia ser / ter sido. a Claire é isso em pessoa: "You wanna be really great? Then have the courage to fail big and stick around. Make them wonder why you're still smiling."

é tudo uma questão de enxergar o caminho que se está seguindo. ninguém tem todas as respostas nem o mapa pro tesouro, mas é fundamental saber quando se está no caminho certo e quando se está no errado. a Claire é muito sem noção pra muita coisa, mas ela tem sempre essa separação bem clara na mente dela - que é o mais importante de tudo, de fato.

o Drew representa a pessoa que sai do estado bitolado de existência para o estado consciente. ele começa o filme obcecado pelo tênis, a vida toda dele em função daquilo - aquilo fracassa, logo a vida dele afunda. quando ele recebe a notícia da morte do pai dele, já é o primeiro tapa na cara de que tem alguma coisa errada, que as prioridades dele tão meio deslocadas. aí ele conhece a Claire e começa a levar um combo de tapas na cara, que culmina quando ele conta pra ela sobre o tênis... até que ele finalmente passa a conseguir enxergar as coisas que realmente são (devem ser) importantes pra ele na vida dele. e sai de um caminho escuro e mórbido e passa pra um caminho que realmente faz a vida valer a pena.

e é isso, acima de tudo, que o filme quer ensinar: a saber identificar quando tá bom e quando tá ruim; a saber mudar quando tá ruim; saber que essa mudança depende da gente; saber que sempre dá pra fazer o melhor com o que a gente tem e que isso sempre pode ser bom; porque "If it wasn't this, it'd be something else."

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"ask away, m'boy, ask away"

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Incontroláveis

(Título por Alexandre Cossenza)

Eu amo esses caras. x''D

terça-feira, 20 de julho de 2010

Contemplador de Pessoas - Método

Talvez seja minha essência cientificista, mas o fato é que eu sempre dou mais valor a uma explicação quanto mais universal ela for. Isso significa que eu quero mais do que algo que explique tudo: eu quero algo que satisfaça, ou que pelo menos seja aceito por todos que buscam tal explicação.

As questões transcendentais da nossa vida, por exemplo. Eu aceito, acredito, concordo com as explicações espiritualistas. Mas elas não me bastam, porque eu estou constantemente conversando/discutindo essas questões com pessoas que não são tão espiritualistas quanto eu, logo, pessoas que não aceitariam tais explicações tão plenamente, por mais completas que eu as considere.

Assim, minha maior "satisfação existencialista", por assim dizer, eu encontro em uma filosofia um pouco mais, digamos, sociológica - explico o comportamento humano com o comportamento humano. Da arte de ser um contemplador de pessoas, colecionei muito aprendizado no campo do "sentimentalismo", o que me levou a constatar que, embora sejamos todos únicos e particulares (por mais clichês e estereotipados que possamos ser), não "funcionamos" de maneira tão diferente uns dos outros.

Sentimentos e emoções, particularmente, não se diferem muito de pessoa pra pessoa. O ciúme ou a euforia, pra citar dois exemplos, em linhas gerais não são muito diferentes em mim e em você. Essa perspectiva torna bastante praticável compreender seus "princípios de funcionamento": basta observar - e "objetos de pesquisa" não faltam. O que realmente difere de pessoa pra pessoa é a combinação de sentimentos e emoções que compõem cada indivíduo, além da maneira de lidar com eles.

Entendendo melhor a "mecânica" dos sentimentos e emoções, torna-se muito mais fácil conhecer as pessoas, conhecer como elas pensam, entender seus comportamentos - porque essa, ao contrário da emocional, é uma zona muito mais cimentada pela lógica e pela razão.

Esse método não dá o porquê de as coisas serem como são, mas propicia a apreensão de como elas funcionam; e, baseado na minha própria experiência de emprego dele, possui uma aceitação bastante universal.

É, pra mim pelo menos, uma boa ferramenta de orientação na trilha do melhor caminho.

sábado, 10 de julho de 2010

O que realmente importa afinal?

Já ameacei escrever sobre isso antes. Só ameacei. Agora a "vontade esquisita de escrever alguma coisa" se repete e cá estou de novo. Mas dessa vez vou tentar ladrar menos e morder mais.

(Yeah, right..)

De lá pra cá, já aconteceu muita coisa - e eu quero dizer muita coisa mesmo.

Tive minha fase lírica; fingi que entendia de geopolítica; passei a andar com gente estranha e fiquei estranho também; criei raizes em um Jardim de verdade; enfrentei e venci, rindo, um terceiro ano; encerrei uma era (mas a carreguei comigo); iniciei outra; entrei em um universo paralelo; entrei na engenharia; virei padrinho; formei um trio infalível; tentei ser psicólogo de psicóloga; virei engenhêro; continuei andando com gente estranha e fiquei mais estranho ainda; ...

Muita coisa, muito tempo... mas ainda tenho uma vaga lembrança da respsta que eu quis e não consegui dar back then, e a mais sólida certeza de que é a mesma resposta agora e de que será a mesma daqui a 50 anos (resposta que fica bem clara na linha de tempo acima): o que realmente importa, pra mim, afinal

são as pessoas.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Utopia (not)

"(...)

Minha aversão é à passividade com que as pessoas simplesmente aceitam e fazem as coisas, simplesmente porque "é assim". Se tem uma batalha que eu luto em todos os momentos da minha vida, é a batalha da consciência, a batalha contra a alienação. Eu acredito que tudo na vida é uma escolha, por mais estupidamente óbvia que seja, e que deve, portanto, ser encarado como escolha: com o máximo possível de consciência, consciência de o que se está escolhendo, das razões e das conseqüências da escolha. Pra mim, a vida só pode ser plena mediante a PLENA consciência de TUDO que se vive.

E sabe que eu acho que é essa falta de consciência uma das coisas que mais atrapalha o "convívio social" de forma geral? Todo mundo tem coisas boas em si para oferecer... tanta gente tem tanto...! Mas uma infinidade de tabus e "regras sociais" seguidas cegamente aterram essas coisas. Não digo para abolir essas regras - elas existem e se consolidaram na cultura porque freqüentemente são úteis, e ignorá-las completamente é até perigoso. Mas, como tudo na vida, um meio termo seria o ideal. Imagina como seria incrível nosso mundo, nosso dia-a-dia, se as pessoas percebessem que podem escolher, de acordo com cada pessoa com que convivem, escolher se seguem ou não essas regras; se as pessoas tratassem umas as outras como indivíduos individuais (com licença do pleonasmo), ao invés de como estereótipos e padrões...!

Mas isso é muito difícil, dá trabalho demais; além disso, pode nos deixar mais vulneráveis a nos machucarmos com decepções e afins, quando fizermos alguma escolha equivocada, quando tomarmos alguma decisão errada... #fail

(...)"

(Trecho de carta pra Thami (que ela provavelmente vai ver aqui antes de chegar pra ela na íntegra :P ))